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Histórico

O grupo de pesquisa e estudos em Linguagem e Subjetividade foi fundado em 2005, sob a liderança da Profa. Dra. Cármen Lúcia Hernandes Agustini, com a participação de alguns alunos de graduação e de pós-graduação. No início de 2009, o grupo passou a ser liderado também pelo Prof. Dr. Ernesto Sérgio Bertoldo, como resultado de uma parceria de trabalho de pesquisa e de formação de outros pesquisadores. Em 2010, a Profa. Dra. Carla Nunes Vieira Tavares ingressou no grupo como pesquisadora e, a partir de 2013, assumiu a liderança do grupo em substituição ao Prof. Dr. Ernesto Sérgio Bertoldo. Com o ingresso da Profa. Dra. Carla Nunes Vieria Tavares no grupo, foi possível submissão de dois projetos de pesquisa a órgãos de fomento, sendo que ambos foram aprovados. Trata-se de um reconhecimento do trabalho do grupo que apresenta-se ativamente, uma vez que, além de reuniões de discussão teórica e formação de outros pesquisadores, mantém uma agenda de trabalho significativa, com ciclos de colóquios, workshops, jornadas, organizações de GTs em eventos nacionais e internacionais, envolvendo membros do grupo, assim como pesquisadores externos convidados. As reuniões de discussão teórica e formação de outros pesquisadores são atividades semanais e quinzenais, os ciclos de colóquios e as jornadas são atividades semestrais e os workshops são atividades anuais. O grupo já contou, em suas atividades, com pesquisadores externos cuja produção mostra-se pertinente ao fundamento teórico das pesquisas desenvolvidas por seus membros, a saber: Marlene Teixeira, Pedro de Souza, Luiz Francisco Dias, Maria José Coracini, Eduardo Guimarães, Eni Orlandi, Eduardo Calil, Jean-Marie Prieur, Patrick Anderson, entre outros. Em 2012, o grupo realizou seu IV Workshop nacional e I Internacional e também contou com a presença do Prof. Patrick Anderson durante um semestre, participando de reuniões, discutindo pesquisas de membros e ministrando curso, na condição de professor visitante.

Em relação ao aspecto teórico, o grupo nasceu com o objetivo desenvolver reflexões sobre a relação existente entre linguagem e subjetividade. Para tanto, considera os mecanismos de enunciação que dão vazão historicamente à produção da subjetividade. Com o conceito de singularidade almeja focalizar a relação do dizer com aquele que diz ao enunciar e a emergência de novas formas de enunciação. Pretende trabalhar, além de questões relativas ao ensino e à prática docente de sala de aula, espaços marginalizados ou não de assunção ao dizer e à escrita. A hipótese que orienta o trabalho de pesquisa do grupo sustenta que a singularidade é uma das dimensões constitutivas do processo de constituição do sujeito, fazendo parte (por presença ou por ausência) dos processos que definem uma posição para o sujeito. Assim, trabalha com a circulação do dizer na sociedade de forma integrada ao próprio processo de constituição da subjetividade. Especial atenção é dada ao funcionamento dos mecanismos enunciativos que configuram a base material para a análise da subjetividade nos diferentes corpora estudados. Encadeamentos linguísticos, construções sintáticas e estruturas semânticas são descritas e analisadas em função dos efeitos que produzem e dos processos de subjetivação. Assim procedendo, o grupo busca contribuir para uma reflexão sobre a enunciação em sua relação constitutiva com a subjetividade nela implicada nas diferentes práticas sociais que constituem a sociedade brasileira. Para realizar esse intento, o grupo dedica-se ao estudo da relação entre linguagem e subjetividade, relacionada a quatro linhas de pesquisa, a saber:

 

1. Enunciação, discurso e ensino;

2. Linguagem, enunciação e constituição do sujeito;

3. Formação de professores, escrita, subjetividade;

4. Enunciação, verbal, não-verbal.

 

Por fim, vale ressaltar que o GELS se configura como um espaço de interlocução e formação de pesquisadores que prima pelo trabalho conjunto e que busca infundir nessa formação o diálogo acadêmico e a parceria de trabalho como ferramentas inalienáveis ao processo de construção de saber.